Dados Técnicos
Local: Mafra - Sintra
Local de Partida: Santa Susana (Pavilhão Gimnodesportivo)
Concentração e Chamada: 9H00
Partida: 9H30
Tipo de Percurso: Técnico / Montanhoso
Acumulado das Subidas: 665m
Níveis de Andamento: Nível 1 e Nível 2
Distâncias 1 e 2: 20km e 23km
Altitude Máxima: 235m
Dificuldade:
Duração: 3H30
 
     

COMO CHEGAR
Dirigimo-nos em direcção à Ericeira pelo IC-19 e, de seguida, pelo IC-16. Seguir sempre as tabuletas para a ERICEIRA. Depois de se passar por Terrugem tomar atenção à localidade de Sta. Susana e Pobral, que ficam à beira da estrada principal.
O local de encontro é junto do pavilhão GIMNODESPORTIVO, pertencente à Soc. Recreativa de Sta. Susana e Pobral, e que fica entre estas duas localidades, do nosso lado direito (um pavilhão branco e amarelo).
Distância aproximada: 40km
Tempo de viagem: Cerca de 35min.

INTRODUÇÃO
Este é um passeio que se desenrola numa região bastante acidentada, uma região que medeia o Convento de Mafra e o mar. Estou-me a referir aos profundos vales que acompanham o rio Lizandro.
Neste percurso vamos encontrar algumas subidinhas longas (...ai, ...ai!!), que se fazem na sua grande maioria por bom piso de terra, aquele mais rolante. Mas estas subidinhas são óptimas, pois permitem-nos usufruir daquilo que muitos de nós mais gostam: DESCIIIIDAAASS!!!
Pois, resumindo, vamos encontrar 3 subidinhas valentes. Mas de seguida..., ...bom, de seguida vamos ter o prazer de fazer 4 valentes descidas! ...Sim, valentes porque são grandes, sinuosas, trialeiras e dão-nos muita adrenalina!!
Mas cuidado, vá no seu ritmo de segurança! ...É essencial para poder usufruir do seu passeio.

INFORMAÇÃO
As Descidas e o Rio
Posto isto, vamos desde já, ...e desde já é... logo... ...logo que começarmos o Passeio, fazer a primeira grande descida. Atenção que é a primeira grande descida!! São cerca de 2 quilómetros, em que a segunda metade é para doer (...sim, as descidas também fazem doer!). É uma descida perigosa para os menos experientes, super trialeira, e super técnica. Muita atenção a esta descida: rabo bem para trás, mãos nos travões (convém levá-los bem afinados) e segure com muita força no seu guiador, pois a grande trepidação pode "arrancar-lhe" as mãos de onde elas deviam estar! É uma descida tão técnica que logo pelo início do Passeio, que ainda não aquecemos convenientemente bem, começamos logo a sentir os nossos miolos a chocalhar! ...Não, ...não estou nada a exagerar! ...É só esperar para ver...! :o)
E eis que num ápice chegamos cá em baixo, num dos afluentes do rio Lizandro, a ribeira de Cheleiros. ...Vamos, coragem...! ...Toca a atravessar esta ribeira! É larga mas não é nada funda. ...Sim, eu sei..., ...ela não tem nenhuma ponte, não...! ...Vá lá, não custa nada: pôr uma mudança leve e... ...força nas "canetas"! ...Só é preciso equilíbrio, mais nada! ...Força, ...e já estamos na margem de lá! ...Não se assustem com a água!!... :o)
Depois destas proezas todas juntas (a descida super técnica e a travessia da ribeira) vamos então fazer uma daquelas que nos custam mais, a primeira grande subidinha deste Passeio.
Chegámos ao alto de Montesouros e, claro está, tudo o que sobe desce: vamos dar início à segunda grande descida! Mas cuidado também com esta descida, pois lá para o meio vamos encontrar uns pequenos regos que, se não estivermos com atenção, ainda nos vão dar que fazer!
Agora sim, chegámos a mais um vale, um dos vales do rio Lizandro. É altura de o atravessarmos, mas desta vez por cima de uma ponte. :o)
Pois é, ...mas não há bela sem senão. Vamos fazer a segunda grande subidinha, que nos vai levar lá acima ao Pobral. Atravessamos a estrada (cuidado) e eis que já se avista o mar! ...Sim, essa imensidão de água azul! ...É maravilhoso! Cá do alto conseguimos obter uma bela fotografia de toda a paisagem que se estende diante de nós! Vamos até lá, pois a praia de S. Julião nos espera!!

O Milagre
...Uau, mas que bela descida! Outra descida super gira! É a terceira grande descida!
Já passámos pela praia de S. Julião e, mesmo ao lado desta, encontramos uma "Fonte Milagrosa" e uma capelinha, que dão pelo mesmo nome, construída mesmo por cima de uma fenda geológica que, se nos abeirarmos no muro, é-nos bem visível a sua profundeza. Esta capelinha caiadinha de branco, apesar de ter na sua porta a inscrição da data de 1768 (possivelmente a da sua reconstrução), crê-se que é bem mais antiga que o ano de 1584 (séc. XVI). O pequeno templo, interiormente, é todo forrado de belos painéis de azulejos em bom estado de conservação, já o mesmo não acontecendo com os azulejos do alpendre e de um cruzeiro ali existente, com a inscrição da data de 1784, comemorativo de um certo milagre atribuído a S. Julião, e de uma fonte, a "Fonte Milagrosa", com azulejos datados de 1758.
Diz a lenda que, estando dois romeiros a discutir e à briga com paus, por altura das romarias, meteu-se entre eles um gaiteiro convencido que, tocando a sua gaita, conseguiria distrair e separar os dois desordeiros mas que, sem reparar no precipício formado pela tal fenda geológica, caiu nele! O que é certo é que o homem que estava cheio de boas intenções foi por ali abaixo aos trambolhões, chegando posteriormente à praia, incólume!! Este foi o milagre atribuído a S. Julião.

O Regresso
Deixando este local e toda a sua História vamos fazer uma das zonas mais belas deste Passeio, uma zona muito trialeira, acompanhada de belíssimas vistas cá do alto, onde se poderão contemplar com admiração e poesia toda a foz do rio Lizandro, acompanhado das suas lezírias.
Seguimos pelos meandros do rio e eis que chegamos à mítica ermida da Sra. do Ó. Muitos de vós com certeza que se lembrarão de um Passeio organizado pela BTTour, e que se intitulava precisamente "A Ermida da Sra. do Ó" (possivelmente este passeio nunca mais será feito). Diz-se Senhora do Ó porque existe dentro desta capelinha uma estátua profana, ou seja, a virgem Maria grávida. Daí o "Ó" por estar grávida ("Ó" de balão).
Faremos uns pequenos trilhos que faziam parte deste Passeio agora desactivado e seguiremos para a terceira grande subidinha até atingirmos o alto do monte Ursal para depois, logo o descermos por um caminho que, infelizmente, já foi muito mais giro de se fazer do que agora é! ...Mas o progresso e as eleições autárquicas têm muitas cartas a ditar nestas questões rurais. Paciência! ...Esta seria a quarta grande descida que, agora, será apenas a quarta descida (sem o "grande").
Estamos de novo noutro vale do rio Lizandro. Eis que se nos depara agora a última subida, pois os nossos carrinhos estão lá no alto, ...ou já se esqueceram que logo no início do passeio nos fartámos de descer, ...e descer, ...e de gozar?!
Um grande abraço a todos!

José Neves
BTTour

         
Data do Passeio: Data sob confirmação
       
         
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